Quarta, 14 de Abril de 2021
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Saúde Situação

Valença do Piauí acendo o sinal de alerta são 10 óbitos nos últimos dias

Secretaria de Saúde do Município: de 28/10/2020 até 31/12/2020 houve 1.525 notificações, 307 casos confirmados e 07 óbitos. Agora, de 01/01/2021 até o dia 06/03/2021, temos apenas um pouco mais da metade de notificações (882) e de casos confirmados (193)

08/03/2021 00h11
Por: Redação Fonte: Redação/internauta
Valença do Piauí acendo o sinal de alerta são 10 óbitos nos últimos dias

A Secretária Municipal de Saúde de Valença do Piauí, estar precisando dar um jeito e resolver os problemas da Covid-19, onde já são 63 dias e tivemos 10 óbitos em decorrência da doença, mesmo assim a secretaria divulga poucos casos como mostra o mapa, enquanto o centro Covid estar superlotado, além disto, não percebe equipes de plantão na cidade, nos ônibus que chegam e saem da cidade para São Paulo, os funcionários testam poucos e não se vê equipes especializadas de plantão nos finais de semana.

O governo passado foi duramente criticado por vereadores que hoje administram a secretaria de saúde e o que se ver, é que estar muito pior do que no passado, Valença do Piauí, tem que colocar as equipes nas ruas da cidade, acompanhando os que estão com a doença em casa e os que estão chegando a cidade, principalmente do Sul do País.

Não é só cobrar com ameaças através de decretos repetidos, o que se tem que fazer no momento é buscar colocar equipes nas ruas da cidade de Valença do Piauí, para proteger e conscientizar os nossos habitantes, pois a covid-19 já dizimou a vida de muitos valencianos.

COLABORAÇÃO INTERNAUTA:

O avanço da COVID-19 em nosso país é algo que nos preocupa, sobremaneira. Principalmente por conta da variante do vírus e do baixo índice de imunização em um país de extensões continentais. Em nossa cidade, a preocupação se faz ainda maior, pelos laços familiares que temos e pelos nossos amigos próximos e distantes. Aqui, em nossa querida Valença do Piauí, o avanço da COVID-19 segue de forma ainda mais preocupante, pois a doença segue quase que silenciosa. Temos percebido uma testagem baixa, e muitas falhas nos boletins com poucos dados para uma época em que os casos tendem a aumentar. Esses dados deveriam ser mais detalhados. Lembro, inclusive, que essa era uma cobrança constante desde que surgiram os primeiros casos da doença em nossa cidade. Hoje estamos com poucos casos confirmados, mas em contrapartida um número de mortes muito alto se comparado ao número de notificações e casos confirmados. Outro dado que nos preocupa é o do monitoramento, tem chegado até nós pessoas reclamando que não estão sendo monitoradas.

Como colocamos no quadro-resumo baseado nos boletins divulgados pela Secretaria de Saúde do Município: de 28/10/2020 até 31/12/2020 houve 1.525 notificações, 307 casos confirmados e 07 óbitos. Agora, de 01/01/2021 até o dia 06/03/2021, temos apenas um pouco mais da metade de notificações (882) e de casos confirmados (193) em relação ao ano passado. Contudo, o número de mortos que nesse espaço amostral deveria, em tese, ser menor, aumentou significativamente. Já são 10 mortos só nesse ano de 2021 pela COVID-19 oriundos do nosso município e com um caso, inclusive, de pessoa com idade de apenas 35 anos. São dados que nos assustam.

Temos visto poucas manifestações do Comitê de Gestão de Crise que era um órgão atuante e que monitorava diariamente os problemas, editava e lançava documentos, dialogava com setores do comércio, entre outras ações. A Vigilância Sanitária Municipal, apesar de ter uma equipe reduzida, à época, atuava ao lado de outras equipes até madrugada adentro fiscalizando, orientando e coibindo ações que pudessem propagar ainda mais a COVID-19. Teve um tempo, quando os casos eram muitos, como devem ser agora, que os boletins registravam a incidência de casos até por bairro.

No Centro da COVID-19 tinham equipes com médico, enfermeiro, técnico em enfermagem, farmacêutico e dispunham também de medicamentos que eram prescritos pelo(a) medico(a) plantonista para o tratamento precoce da doença, bem como para indicação da testagem no tempo correto, para evitar a não detecção do vírus nas chamadas janelas de detecção.

O Comitê de Gestão de Crise não era um órgão para apenas seguir os Decretos do Governo Estadual, tendo divergido, por conta da realidade local, de muitos dos decretos estaduais, formulando os seus próprios. Era um órgão consultivo e deliberativo com participação de vários setores.

Não vemos mais equipes estendidas trabalhando para conter o avanço da COVID-19 como antes. Não temos mais notícias de que os ônibus que entram e saem da cidade estão sendo monitorados, diante do quadro alarmante que se instalou nos últimos meses. Se por um lado a baixa testagem nos preocupa, pois tem casos assintomáticos que podem passar despercebidos, aumentando as chances de contaminação, nos preocupa ainda mais a "vista grossa" feita em relação aos estabelecimentos que promovem eventos e vendem bebidas alcoólicas. Não precisa ser um fiscal sanitário para ver na cidade eles abarrotados de gente e raramente se ver uma pessoa usando máscara e mantendo o distanciamento. Como não se percebe a presença de álcool em gel ou álcool 70% nas mesas nem normas de orientação pela maioria dos estabelecimentos. 

Esperamos que em breve, tenhamos novamente medidas como: 

- Barreiras sanitárias aos finais de semana principalmente;

- Maior fiscalização dos espaços aglomerantes;

- Fiscalização de festas;

- Equipes de saúde estendidas;

- Monitoramentos mais efetivos;

- Controles de filas em bancos e lotéricas;

- Campanhas informativas em carros de som volante e rádios; 

Entre outras ações.

Mas nada disso será eficaz sem a consciência da população que deve atender as medidas adotadas ou a serem adotadas e continuarem adotando os protocolos. Contudo, quando as regras são afrouxadas pelos órgãos de controle, a tendência é que a sensação de que está tudo bem se instale.