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Festa do Divino Espírito Santo de Valença do Piauí – Prof. Antônio José Mambenga

Enquanto no turno da manhã, haverá uma carreata com a Imagem do Divino Espirito Santo em carro alegórico pelas principais ruas da cidade

29/05/2020 19h12
Por: Redação Fonte: Ascom
Festa do Divino Espírito Santo de Valença do Piauí – Prof. Antônio José Mambenga

A cidade de Valença do Piauí, nasceu sob a égide da fé, através dos primeiros colonizadores que aqui chegaram por volta de 1646. Foi na atual cidade de Aroazes por volta de 1740 instalada a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, enquanto  no Arraial do Catinguinha a devoção erapara Nossa Senhora do Ó.

Em 1836, com a vinda do Padre João Antonio Cardoso Sampaio para residir em Valença, as Celebrações Eucarísticas tornaram-se mais frequentes e direcionadas, permanecendo o dito popular das quatro Festa do Ano: Natal, Semana Santa, Festa do Divino e Ascenção de Nossa Senhora.

Anualmente era celebrada a Missa do Divino, no Dia de Pentecostes, momento que as famílias se reuniam para louvar e agradecer ao Paráclito.

Em 1879, coma chegada do Cônego Acylino, para morar em Valença, as celebrações ao Divino Espírito Santo tomaram outras proporções, transformando em festejo o período dedicado a vinda da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

O Cônego Acylino Portela, trouxe de sua cidade natal, Oeiras Piauí, a tradição de festejar com mais pompa o Espírito Santo Deus, criando a realeza, personificada na figura do Imperador e da Imperatriz, pessoas que conduziam os festejo anualmente, com direito de fazer a peregrinação visitando as famílias, tanto na zona urbana como na zona rural, atualmente formada pelas cidades confederadas.

Cada família visitada, ofertava donativo para subsidiar despesas da festa, bem como compareciam ao novenário e no dia da Festa.

Em Valença do Piauí, a Festa do Divino é um período que a cidade se movimenta para fazer suas orações ao Espírito Santo de Deus, através dos novenários, quermesses e leilões, por ser um momento de fé e devoção.

Famílias se alternavam no realeza, a coroa e o cetro já fazia parte deste ritual, o vermelho e o branco uma marca registrada no figurino das pessoas. Todos compareciam ao templo com suas melhores peças.

Como tudo tem um tempo, a festa do Divino sofreu algumas transformações, desse período ficando na memória a grande festa realizada por o Sr Zé Cateu, cuja lembrança ainda permanece na memória dos devotos, outras pessoas também lhe sucederam, as visitações da imagem nas residências continuava, mas faltava algo que pudesse entusiasmar os devotos, cuja condução da realeza saia da classe social alta e convergia para uma classe intermediária acima da popular, esta última persistindo na fé e na devoção ao ponto de manter de pé a festa por um certo período.

No início da década de 1990, a Realeza do Divino ficou com a família Ferreira, na pessoa dos devotos Florentino e Teresinha Francisca,cujo festejo fora feito com muita pompa. Terezinha, não mediu esforços para fazer uma linda festa, com novenário, barracas na Praça Getúlio Vargas, quermesses com música ao vivo e tudo que tinha direito, cujo objetivo era fazer um resgate dos festejos anteriores.

A grande novidade da Realeza da Família Ferreira, fora a criação do Cortejo Imperial saindo da casa dos Imperadores até a Igreja Matriz, onde crianças de branco conduziam placas com os dons do Divino, num total de oito, um com a placa dons do Divino Espirito Santo e as sete cada uma com o nome de um dom. Além da Banda de músicas um número bastante acentuado de devotos acompanharam o cortejo até a Igreja matriz. Com isso Teresinha contribuiu para que na atualidade o Cortejo da Divino se coloca como uma representatividade muito grande na Festa. Para fazer este trabalho na confecção das letras em papel camurça vermelho e placas de isopor contou com assessoria do Professor Antonio Jose Mambenga.

A partir deste período, a Festa do Divino, pegou uma dimensão diferente, graças ao empenho de Teresinha na condução destes trabalhos além dos pertinentes à liturgia com os grupos de igreja e especialmente de seus filhos: Natan, Noasson, Raquel, Renata e Rute, além da participação especial do esposo mestrim.

Os Imperadores subsequentes também fizeram festas muito bonitas, e Cortejos extraordinários, período que ocorreu transformações importantes, a Realeza, já não tinha mais o centro da cidade como epicentro, os bem nascidos, davam lugar aos que estavam nas ruas paralelas ou mesmo aos bairros, Cohab, na pessoa de Dona Belinha Avelino e Jacinta, Prof. Maria da Cruz Andrade, Lucia Nunes e Dona Maria Senhora. Outros bairros da cidade como na Rua Padre Silva, na pessoa de Dona Preta Bolô. Na Bela Flor, Eustásio e Etevalda Oliveira. Na ladeira do Cemitério Maria, filha de Manezão e Tereza. A realeza do Divino, também já ocorreu no Bairro Novo Horizonte, na pessoa de Ferreira e Gorete Isidório, Renato Batista e Carmelita. Lembrando que Teresina por Varias vezes foi sede da Realeza, Familia Nunes, Dr Alcides e outros membros da família, Dra Luiza Marlene, Zé Nunes, Sr. Pedro Mendes e Sra. Doris Veloso, Sr. Joaquim Xavier e Dona Pretinha, Francisca Menseses e Eliomar Lima Verde, Dr. Jose Igreja e Dona Auxiliadora Veloso.

A Festa do Divino em Valença, a cada ano se torna mais grandiosa, graças ao empenho dos Imperadores, dos Pedres gestores e a partir de 2012 com a criação da Confraria do Divino Espirito Santo, a festa tem se tornado a uma grande referência Estadual, pela maneira que está sendo conduzida e o papel dos Imperadores, Confraria na pessoa do Condestável Dr Jose Igreja, da Condestableza Maria Auxiliadora Veloso, dos devotos do Divino e da Comunidade Católica de Valença, que irmanados com a Igreja está fazendo uma grande festa.

Neste ano de 2020, os trabalhos estão sendo conduzidos pelos ImperadoresProfªIlana Reis e seu genro Victor Hugo, que ao lado se seus familiares formam a Realeza Divinal 2020.

Devido a Pandemia, várias famílias estão fazendo suas orações em casa e/ou assistindo as celebrações pelas emissoras de rádios e rede sociais. Cada uma montou seu Nicho dedicado ao Espirito Santo, dentre elas, FamiliaMambenga no Bairro Lavanderia, Família do Sr Lucas e Dona Neguinha no Bairro Cacimbas, Capela de são Lucas e Santa Ana; Raimunda das feiras na Rua Cicero Portela, Dona Belinha e Jacinta no Bairro Cohab, Dona Maria Senhora no Bairro Conhab, Doquinha Mãe da Lulu, no Novo Horizonte, Profª Dalva na Ponta Dágua, Antonia Mesquita, na Ponta Dágua. ProfªIvanildes Martins e Vieira, na Rua São João. Também na Rua São JoãoProfª Amparo Coelho e Elvira Marques .ProfªEtevalda e Eustásio na Chácara do Pai Larô e tantos outros devotos que se irmanaram na Fé e devoção ao Divino Espirito Santo.

Domingo próximo será a Missa de Pentecostes, as 17:00 horas transmitida pelas emissoras de rádio e redes sociais, cuja celebração será presidida pelo Padre Wanderley Moraes, respeitando as recomendações de prevenção de Saude, conforme protocolo de OMS – Ministério da Saúde, Governo do Estado, Secretaria Municipal de Saúde, devido a pandemia do coronavirus. Enquanto no turno da manhã, haverá uma carreata com a Imagem do Divino Espirito Santo em carro alegórico pelas principais ruas da cidade.

Valença do Piauí, 29/05/2020

Prof. Antonio Jose Mambenga.