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Metade das vagas de UTI em Teresina para casos de Covid estão ocupadas

Em Teresina, onde estão 158 leitos de UTI, é também onde está concentrado o maior número de pacientes internados: 80

11/05/2020 20h15 Atualizada há 4 semanas
Por: Redação Fonte: cidadeverde.com
Metade das vagas de UTI em Teresina para casos de Covid estão ocupadas

A ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) destinados a casos de Covid-19, necessários para pacientes com estado de saúde mais grave, chegou a 50,6% em Teresina e 46,7% em todo o Piauí. Os dados constam no boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), do último domingo (10). 

Dos 210 leitos de UTI em todo o estado, 98 estão ocupados, 12 a mais que no dia anterior. Os números abrangem tanto hospitais públicos como os da rede privada. 

Em Teresina, onde estão 158 leitos de UTI, é também onde está concentrado o maior número de pacientes internados: 80.  

No interior, são 38 vagas em UTIs, sendo que 18 estão com pacientes internados. 

A maioria das vagas ocupadas é da rede pública - 68, ou 45,6% do total - enquanto os demais estão em hospitais particulares - 36, o que corresponde a 48,6% das vagas na rede privada. 

Os percentuais de ocupação nas UTIs cresceram mesmo depois do aumento de vagas de terapia intensiva, que passaram de 188 para 210 na última semana. 

Leitos clínicos
A ocupação dos leitos clínicos também continua a crescer mais que o número de pacientes que recebem alta. Até domingo (10), eram 200 internados com sintomas menos severos da Covid-19 - 164 na capital e 36 no interior. 

Novas vagas
O poder público trabalha para abrir novos leitos clínicos, de UTI e para estabilização de pacientes, seja nas unidades de saúde já existentes, ou em hospitais de campanha - um deles terá 60 leitos de UTI e ficará ao lado do Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

Porém, na semana passada, o governador Wellington Dias (PT) afirmou que o estado tem outro problema: o número de profissionais hoje tem como lidar com até 600 leitos.

“Não é limite de respiradores, equipamentos, é limite de profissionais para lidar com os leitos. O problema é o número de intensivistas, médicos altamente especializados e preparados para lidar com pulmão e outras complicações da Covid”, declarou o governador. 

Fábio Lima
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