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Operação do GAECO: ex-prefeito preso indaga desembargador sobre ameaça a denunciante

dvogados dizem que não encontraram informações sobre suposta ameaça feita por José Jeconias a ex-presidente de Câmara que denunciou suposto esquema

07/01/2020 19h14
Por: Redação
Fonte: 180graus.com

Ex-coordenador do GAECO, Rômulo Cordão, que iniciou as investigações, chegou a ser informado sobre as possíveis ameaças e a orientação foi procurar o GAECO

 

- Desembargador Edvaldo Moura, relator da Operação Bacuri no TJ-PI, tem emanado em suas decisões a preocupação com o poderio econômico do grupo ainda investigado

 

PRESO EM OPERAÇÃO DO GAECO PEDE EXPLICAÇÕES A DESEMBARGADOR

 

O ex-prefeito de Sebastião Leal, José Jeconias, preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) por suspeitas de envolvimento em suposta organização criminosa alvo da Operação Bacuri, protocolou através de seus advogados pedido de explicações ao desembargador Edvaldo Moura (TJ-PI), no tocante à trecho de decisão em que o magistrado nega a soltura do ex-gestor expondo como um dos motivos as supostas ameaças a que vem ou vinha sofrendo o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Bertolínia, Jones Werlen Miranda e Silva.

O trecho da decisão do magistrado foi exposto pelo Blog Bastidores, do 180graus, em matéria publicada no dia 28 de dezembro de 2019, intitulada “Operação Bacuri: vereador que denunciou esquema em Bertolínia está sob ameaça”

No pedido direcionado ao desembargador é sustentado que “Vossa Excelência [o próprio magistrado], ao analisar o pedido de reconsideração da decisão que decretou a prisão preventiva do peticionário, aduziu que, em 03/12/2019, o ex-Presidente da Câmara dos Vereadores de Bertolínia – PI, denunciante do conjecturado esquema criminoso investigado, teria protocolado pedido de medidas protetivas junto ao GAECO do Ministério Público, em razão de supostas ameaças que lhe teriam sido feitas por, dentre outros, o peticionário [José Jeconias]”. 

Continuam: “Ocorre que, após análise da íntegra do processo, ao qual a defesa do peticionário teve acesso, não foi possível localizar nos autos qualquer documento referente a esse pedido de medidas protetivas, não se sabendo, portanto, de onde teria vindo tal informação”.

Prossegue finalizando: “Dessa forma, dada a relevância do dado, tanto assim que utilizado em decisão que manteve a prisão preventiva do peticionário, requer seja indicada a origem dessa informação, bem como seja dada vista à defesa, para que esta possa ter plena ciência do fato e se manifestar a seu respeito”. 

PEDIDO DE PROTEÇÃO: "MEDO DE MORRER"

A citação feita pelo desembargador ao negar soltura do envolvido fazia a seguinte menção ao pedido de proteção protocolado pelo denunciante junto ao GAECO. 

“Não é demais ressaltar que, recentemente, em 3/12/2019, o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Bertolínia - PI denunciante do esquema criminoso investigado, protocolou pedido de medidas de proteção ao Grupo de Atuação Especial de Combate à Corrupção (GAECO) do Ministério Público, em razão de supostas ameaças que têm recebido, inclusive, por parte do cunhado do prefeito Luciano Fonseca, e de um dos investigados, José Jeconias, corroborando o receio antes expressado de, mesmo eles presos, intimidarem as testemunhas a serem inquiridas durante a instrução”, traz trecho de decisão. 

Blog Bastidores obteve a informação de que o ex-coordenador do GAECO, Rômulo Cordão, chegou a ser procurado pelo denunciante Jones Werlen Miranda e Silva, diante das supostas ameaças que estaria sofrendo, e o conselho era que procurasse o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, braço especializado do Ministério Público.

O então presidente da Câmara de Bertolínia estaria com medo de morrer.

É o promotor de Justiça Rômulo Cordão, inclusive, quem iniciou as investigações na região, que acabou por culminar na Operação Bacuri.

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