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Partido

Partido faz processo seletivo de R$ 350 para escolher candidatos a prefeito e vereadores

O Novo faz críticas à releição de alguns deputados e vereadores a vários mandatos.

15/09/2019 22h48Atualizado há 3 meses
Por: Redação
Fonte: cidadeverde.com

Enquanto os partidos discutem a formação de chapas proporcionais e estabelecem o polêmico teto de votos, o Partido Novo vai por um caminho diferente. Quem quiser ser candidato pela sigla na eleição do próximo ano terá um caminho cheio de obstáculos a percorrer. O Novo iniciou um processo seletivo para a escolha dos pré-candidatos a prefeitos e a vereadores. 

A ideia chama atenção pelo pioneirismo, e também, por algumas peculiaridades como a  cobrança de uma taxa de inscrição dos interessados. Quem desejar ser candidato pelo Novo terá que desembolsar R$ 350. A legenda tenta dar contornos empresariais para a escolha dos candidatos a gestores públicos.

A proposta nasceu em meio ao momento de críticas aos partidos e aos políticos e do crescimento do sentimento de necessidade de renovação da política. O presidente estadual da sigla no Piauí, Wallace Miranda, afirma que os candidatos devem conhecer a filosofia do partido. Segundo ele, quem quiser ser candidato pelo Novo não pode receber dinheiro público para financiar campanhas e só poderá concorrer à reeleição uma vez. Wallace diz que o Novo apresenta uma proposta contra a chamada “velha política”.

“O partido acredita que nossos representantes têm que ser preparados. Não adianta escolher uma pessoa só porque é amigo de alguém, porque acha que terá muito voto. Não é assim. Somos totalmente contra essa velha política, contra o toma lá dá cá. Acreditamos que nossos representantes têm que ser preparados para o cargo que eles querem exercer. Não importa se é para o cargo de vereador ou prefeito. Estamos fazendo isso desde o início do partido. Elegemos vereadores em algumas cidades do país, elegemos o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e vários deputados. Trazemos agora para o Piauí a mesma filosófica do partido que já foi implantada em outros locais do Brasil. Precisamos ter representantes bem capacitados. É um absurdo, horrível assistir um debate de deputados, vereadores, totalmente raso, sem conteúdo. Acreditamos que para ser representante do povo, a pessoa deve ser preparada”, disse.

Wallace Miranda também explica a cobrança dos R$ 350 para quem deseja ser candidato pela sigla. Segundo ele, a cobrança é necessária já que o partido vive de doações. Para a legenda, se o interessado não tiver dinheiro para a inscrição, pode buscar doações. 

“As pessoas têm que saber quais são os princípios e valores do partido. Não utilizamos dinheiro público, não usamos dinheiro do fundo partidário e do fundo eleitoral. Esses recursos que são públicos devem ser utilizados em áreas básicas como educação, saúde e segurança. Somos contra o carreirismo político. A inscrição é paga porque o partido não utiliza fundo partidário. Se o partido não utiliza nada de dinheiro público, tudo do partido será via doação. Se tem o valor da inscrição, a pessoa pode conseguir por doação. Temos que parar com essa ideai que o partido tem que ser sustentado com dinheiro público. Os partidos podem buscar doações”, afirmou.

As doações podem ser adquiridas por meio das vaquinhas virtuais . “A campanha será totalmente por doação. Se o candidato é interessante, tem uma boa proposta, ele consegue doações. Se o candidato não é interessante, não consegue doações. A campanha é feita totalmente por doações. Pode conseguir por meio de vaquinha digital ou outro meio de arrecadar. Se tiver uma proposta boa ele consegue o apoio das pessoas”, destaca. 

O Novo faz críticas à releição de alguns deputados e vereadores a vários mandatos. A legenda também é contra que vereadores e deputados assumam cargos de secretários, beneficiando suplentes. 

“Observamos no Piauí pessoas que acumulam vários mandatos, cinco, seis mandatos consecutivos de vereador ou deputado. Defendemos que uma pessoa só possa ficar no mandato por mais uma vez, o que seria apenas duas vezes. Somos contra o carreirismo político. Observamos que algumas pessoas quando são eleitas para serem deputado ou vereador acabam se afastando para serem secretários do governo ou do município. Isso é totalmente errado. Se a pessoa é eleita vereador, ela deve ser vereador. Não é para ir para secretaria para chamar outra pessoa e acabar gastando o dinheiro do cidadão. O candidato precisa ser totalmente preparado”, afirmou. 

Para disputar uma vaga pelo Novo, a pessoa deve fazer a inscrição e enviar o currículo. O partido prefere candidatos que já tenham tido experiência de gestão seja no setor público ou empresas privadas. Depois do currículo aceito, a pessoa passará por uma entrevista onde deve provar que é comunicativo, capaz de conquistar o eleitor e que conhece a filosofia da legenda.

Até o momento três pessoas já procuraram o Novo de Teresina para serem candidatos a prefeito da capital. O número de candidatos a vereadores ainda não foi apresentado pela legenda. Por falta de estrutura, o Novo terá candidatos apenas na capital em 2020. 

Lídia Brito
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