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Vultos de Valença

Mitos e lendas um trabalho especial voltado para a cultura popular de Valença do Piauí

06/07/2016 10h03Atualizado há 3 anos
Por:
Fonte: valencanews.com
Todo povo tem sua história. A maioria em sua raízes nas referências do patrimônio imaterial. Em Valença do Piauí, não é diferente. Temos também nossos mitos, nossas lendas e também a nossa História oficial. Dentre elas, uma se destaca, a lenda da baleia da igreja São Benedito, porque é tão antiga, tão antiga, que precisamos mergulhar no tempo para encontrar contexto para se basear. Mas como disse Campbell, o mito existe fora do tempo e o próprio tem é quem se encarrega de tudo, daí existir sempre. Os grandes mitos sobrevivem independentemente do formato e da cultura onde está inserido. Por estas razões, a Baleia da Igreja São Benedito, tornou-se contemporânea e veio para o 28º festival Cultural de Quadrilhas, como suporte para as referências características de nossa cultura de raiz. A Prefeitura Municipal de Valença do Piauí juntamente com a Secretaria de Assistência Social em parceria com a Secretaria de Cultura apresenta: O Projeto Mitos e Lendas do idealizado pela equipe do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos-SCFV. BALEIA DA IGREJA SÃO BENEDITO: Diz a Lenda que debaixo da Igreja São Benedito, existe uma Baleia adormecida, porque bebeu quase toda água do Rio Catinguinha. Ela bebeu tanta água que caiu num sono profundo. No dia que ela acordar, toda água será expelida e a cidade será inundada. Ainda bem que Existem duas divindades protetoras, São Benedito em Valença e Nossa Senhora da Conceição em Aroazes, onde a cauda encontra-se submersa. PRETA MÃO DE ONÇA: Eva Maria da Conceição, tonou-se um vulto característica de Valença, pelo cotidiano e o emprego de palavras de seu dicionário típico. Gostava dos parques de Diversão especificamente da roda gigante. Viveu seu tempo à sua maneira e como lhe impôs a sociedade de época. MARIANA E ZÉ GATÃO: Na comunidade “no Fumal, existia um casal que se tornou referência não só na comunidade mas na redondeza e principalmente na cidade. Trata-se do casal José Aureliano, mais conhecido pelo nome de Zé Gatão, tinha como esposa a Sra. Mariana”. O casal, foi grande referência em Valença, pelas estripulias praticadas, cujas traquinagens se imortalizam na história. Eram artesãos, e gostavam muito de cachaça. Quando podiam, viravam lobisomem e corriam pelos lugarejos aprontados o que podiam. CAVALEIRO DA LAURO SODRÉ: Foi bem no inicio do século XX, por volta do ano 1910, parte dos moradores do Largo da Bela Flor, da Rua Lauro Sodré e da Rua do Maranhão, viveram um dilema noturno por conta de um Cavaleiro Fantasma que aparecia e tocava as pessoas ou mesmo quando enfurecido derrubava as portas das casas e entrava, pelo visto tinha pacto com o coisa ruim. Os moradores viviam assustados e até na atualidade quando se referem ao Cavaleiro Fantasma, com receios temendo que ele retorne. CRUZ DO ISAQUE: morava no Buritizal e era casado com Maria. Não vivia muito bem em família. Uma quando caminha pela estrada que passa pelo Fumal, avista uma coisa estranha com as seguintes características: tinha o rabo preto e peludo. Nos ombros os cabelos desciam até as mãos, escorridos com crina de cavalo. Os pés, pareciam dedos de galinha, invés de três, eram seis dedos. As unhas grandes e “Imbiocadas” para dentro. Parecendo unha de mambira. Era o cão em pessoa, lheapareceu para mostrar um retrato de uma pessoa. O medo do Isaque foi tamanho que se valeu de Nossa Senhora e fez uma promessa para colocar uma cruz de madeira no local. DONA LUZIA MAXIMIANO: Dona Luzia, morou no Bairro cacimbas, cuidando do seu cercado cheio de pés de urucu, goiabas e mangueiras. Criava galinhas e porcos. Tinha como guardiões de casa três cadelas: baleia, boca preta e piranha. Mas Dona Luzia gostava mesmo era de dançar nas rodas de São Gonçalo, e nos forró do Adão. Com idade bem avançada, convidou com Ezequiel, que se dizia irmão de lampião Rei do Cangaço. Por ser uma pessoa comum e sem domínio da leitura e da escrita, Dona Luzia, dava depoimentos que batiam com a história Oficial da vida de lampião. O certo é que Ezequiel,viveu bastante tempo em sua companhia, cuja separação sé ocorreu com a morte. PROCISSÃO DOS MORTOS: Cuidado com essa procissão fantasma... que vaga a altas em Valença!! Em quarta-feira da semana santa, não receba vela de estranhos, poderá ser a vela da Prisilina... EQUIPE: Walmarya Moura Carvalho Cavalcante Secretária de Assistência Social Coordenadora do SCFV: Elaine Nogueira Orientadores Sociais: Vanessa Pereira; Lindinalva Mambenga; Aline Fernandes; Leonilton Rodrigues; Andresa Aguiar Monitor de Dança: Marcos Roberto COLABORADORES: Antonio José Mambenga Secretário de Cultura Suênia Marla Autora do livro “Aconteceu e não vi, mas me contaram assim...”
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